Christopher Bochman
Christopher Bochmann, filho de pais violoncelistas, viveu nove anos na Turquia em criança.
Cantou no coro de St. George´s Chapel, Castelo de Windsor, continuando os estudos no Radley College.
Estudou particularmente com Nadia Boulanger, em Paris, antes de entrar para New College, Universidade de Oxford, onde trabalhou com David Lumsden, Kenneth Leighton e Robert Sherlaw Johnson.
Foi em Oxford que adquiriu os graus de B.A.Hons., B.Mus., M.A. e D.Mus..
Estudou também particularmente com Richard Rodney Bennett em Londres.
Leccionou na Inglaterra e no Brasil, onde esteve ligado dois anos à Escola de Música de Brasília. Tem leccionado várias vezes no Curso Internacional de Verão de Brasília.
Desde 1980, vive e trabalha em Lisboa. Foi professor do Instituto Gregoriano de Lisboa e do Conservatório Nacional. Desde 1985, é professor da Escola Superior de Música de Lisboa, da qual foi Director durante seis anos e onde, há 15 anos, coordena o Curso de Composição.
Em 2003, publicou o livro “Linguagem Harmónica do Tonalismo” (JMP).
Desde 1984 é Maestro Titular da Orquestra Sinfónica Juvenil com a qual já dirigiu mais de 400 concertos. Com esta orquestra, gravou, em 1999, um CD com obras suas, para além de ter estreado várias outras.
Ganhou vários prémios de composição: entre outros o Prémio Lili Boulanger (duas vezes) e o Clements Memorial Prize.
Em 2004 foi-lhe atribuída a Medalha de Mérito Cultural do Ministério da Cultura (Portugal).
Em Junho de 2005 foi agraciado com a “Order of the British Empire” pela Rainha Isabel II (Reino Unido).
O seu estilo musical tem passado por uma fase de considerável complexidade com a utilização também de várias técnicas aleatórias. Em anos mais recentes, as suas obras simplificaram-se bastante, seguindo assim um aspecto da tendência pós-modernista sem recurso a
neo-tonalidades.
Na sua música vocal, interessa-se especialmente pela exploração de aspectos tanto fonéticos como semânticos do texto. Toda a sua música demonstra uma preocupação com a relatividade da maneira como ouvimos e apreciamos o som, numa tentativa de utilizar processos composicionais e técnicas estruturantes que, cada vez mais, se baseiam em critérios intrinsecamente musicais e audíveis.
“Não escrevo música a partir de uma postura estética previamente definida; a minha postura estética define-se pela música que escrevo.”
Christopher Bochmann tem uma ampla lista de obras para quase todos os géneros, para além de numerosos arranjos e orquestrações.